Cada vez mais presentes em Mato Grosso do Sul, os Microempreendedores Individuais ajudam a desenhar um mercado de trabalho mais dinâmico e versátil. Seja na prestação de serviços, comércio ou pequenos negócios, os MEIs refletem um perfil empreendedor, criativo e atento às novas oportunidades da economia.
Na Semana do MEI, que segue até sexta-feira (29), as atenções se voltam ao movimento que ocorre no mercado de trabalho, que expande as contratações formais [com 528.188 registros no fim de 2014 e 703.813 em março de 2026, conforme dados do Caged e Novo Caged ] e abriga os MEIs. No estado são mais de 185 mil negócios ativos, segundo o Sebrae MS.
“Vemos um número significativo de microempreendedores, pessoas que buscam autonomia e flexibilidade no trabalho. Os microempreendedores individuais têm um papel fundamental na economia de Mato Grosso do Sul”, diz o ex-secretário de Desenvolvimento Jaime Verruck, pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Demandas — Nesse sentido é preciso ficar atento às demandas desses profissionais. Está em debate nacional a ampliação do teto do MEI, ponto central para Mato Grosso do Sul porque muitos microempreendedores enfrentam o chamado “degrau” entre permanecer como MEI e migrar para microempresa. O limite vigente continua sendo de R$ 81 mil por ano, mas há projetos em tramitação no Congresso para elevar esse teto.
Um deles eleva o limite anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil e permite a contratação de até dois empregados, em vez de apenas um. Outro propõe elevar o limite anual para R$ 140 mil, permitir até dois empregados e atualizar o limite anualmente pelo IPCA.
“A ampliação do teto pode ter impacto direto sobre os MEIs sul-mato-grossenses, porque temos uma base numerosa de microempreendedores e muitos deles estão em fase inicial de crescimento. Precisamos olhar com responsabilidade para os desafios enfrentados pelos microempreendedores, especialmente aqueles que querem crescer”, analisa Verruck.




















