Daniel da Anunciação Barbosa, de 20 anos, e Ivan da Anunciação de Jesus, de 25 anos, mortos após reagirem à abordagem do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) em Rochedo, a 80 km de Campo Grande, na quinta-feira (28) eram considerados bandidos de alta periculosidade. Tinham uma extensa ficha criminal que quase somava 100 anos de condenações, e estavam com mandados de prisão em aberto por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e associação criminosa.
Também eram apontados como principais lideranças de uma facção criminosa que domina o sul da Bahia e eram os principais suspeitos de uma execução em que a vítima foi assassinada com mais de 70 disparos de arma de fogo.
Na coletiva de imprensa na manhã de hoje (29) o tenente-coronel e comandante do Bope, Rigoberto Rocha, disse que os dois criminosos eram primos e que comandava o tráfico de drogas, sequestros e homicídios nas cidades baianas de Nova Canaã, Iguaí e Ibicuí.
A dupla estava usando Mato Grosso do Sul como um “porto seguro” e rota de fuga. A polícia baiana já havia alertado que os primos tinham alta expertise em sobrevivência em áreas de mata e costumavam usar fardamentos militares para se esconder após cometerem os crimes
As equipes do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e da 11ª Companhia Independente da PM (Polícia Militar) montaram um cerco em uma residência próxima a uma área de vegetação densa em Rochedo.
Ao perceberem a presença dos policiais, Daniel e Ivan tentaram correr para a mata. Ao perceberem que estavam completamente cercados, os criminosos decidiram abrir fogo contra os militares.
Entre os crimes atribuídos aos primos está um triplo homicídio que envolveu adolescentes no interior da Bahia, além de sequestros e cárcere privado. A suspeita principal que pesava sobre eles antes da fuga para o Centro-Oeste era justamente a execução com mais de 70 tiros em 5 de outubro de 2025.



















