Policial militar disparou com arma de fogo depois que vizinhos moradores do Bairro Guanandi impediram seu filho de 12 anos de andar de bicicleta pela região dizendo que ali era “área do PCC (Primeiro Comando da Capital), na noite de ontem (22), em Campo Grande.
Conforme o boletim de ocorrência, a própria Polícia Militar foi acionada por volta de 0010 com a informação de que um homem havia efetuado um disparo no local, após desentendimento. No local, a equipe se deparou com o policial que se apresentou como o autor.
Ele disse que o filho foi impedido de andar de bike por um grupo de seis pessoas que disseram que ali era área da facção criminosa. O policial então foi até o local indicado pelo filho para tentar conversar com o grupo, mas afirmou ter sido hostilizado e ameaçado.
Segundo o relato, mesmo após se identificar como policial militar, os indivíduos disseram que “mandavam na área” e se aproximaram de forma intimidadora. Diante da situação, ele afirmou ter sacado a arma e efetuado um disparo em direção ao solo para dispersar o grupo, retornando em seguida para casa.
Por outro lado, uma moradora do bairro, que estava em casa com amigos organizando móveis por conta de uma mudança recente, apresentou versão diferente. Ela afirmou que o policial chegou alterado, arremessou uma garrafa contra um dos presentes e, em seguida, efetuou o disparo, sem que soubesse o motivo da reação.
Um cartucho deflagrado de munição calibre 9 milímetros foi entregue à polícia e apreendido. A arma usada, uma pistola, também foi recolhida, juntamente com munições intactas.
Equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque com apoio do canil estiveram no local. Todos os envolvidos foram encaminhados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde prestaram depoimento. O caso segue sob apuração.




















