O crescimento da dívida pública brasileira para um dos maiores patamares da série recente acende um alerta para toda a economia nacional. Dados divulgados nos últimos dias mostram que a dívida bruta alcançou 81,9% do PIB, impulsionada principalmente pelo elevado custo dos juros e pela expansão das despesas públicas. Ao mesmo tempo, o déficit nominal se aproxima de 10% do PIB, nível semelhante ao observado durante o período da pandemia.
Para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), o impacto dessa deterioração fiscal vai muito além das contas do governo. Quem paga essa conta é o setor produtivo.
Com uma dívida crescente, o governo precisa captar mais recursos no mercado, pressionando a manutenção de juros elevados. O resultado é crédito mais caro para empresas e consumidores, menor capacidade de investimento, redução da atividade econômica e desaceleração da geração de empregos.
O comércio, os serviços e a indústria são diretamente afetados. Pequenas e médias empresas enfrentam maiores dificuldades para financiar estoques, ampliar seus negócios e contratar trabalhadores. Ao mesmo tempo, famílias convivem com crédito mais caro e menor poder de compra, reduzindo o consumo e afetando toda a cadeia econômica.
A FCDL-MS defende que o Brasil precisa resgatar a confiança dos investidores por meio de responsabilidade fiscal, controle dos gastos públicos e segurança jurídica. O equilíbrio das contas públicas não é uma pauta ideológica, mas um requisito para o desenvolvimento sustentável, para a queda estrutural dos juros e para o fortalecimento da economia real.
Para a Presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, “a dívida pública crescente não é apenas um indicador econômico. Ela chega ao caixa das empresas, ao orçamento das famílias e à geração de empregos. Cada aumento do endividamento amplia a percepção de risco do país, mantém os juros elevados e dificulta o acesso ao crédito para quem produz riqueza”, complementa.
A Presidente ainda reforça que “enquanto o empresário luta diariamente para reduzir custos, inovar e manter empregos, o Estado precisa fazer a sua parte, administrando os recursos públicos com responsabilidade. Não existe desenvolvimento sustentável sem equilíbrio fiscal. O Brasil precisa voltar a discutir produtividade, competitividade, investimentos e segurança para quem empreende. O setor produtivo não suporta mais carregar o peso de sucessivos aumentos de despesas públicas, juros elevados e insegurança. A FCDL-MS continuará sendo uma voz firme em favor de um ambiente econômico que premie quem produz, investe e gera oportunidades para os brasileiros”, finaliza.




















