A deputada federal Camila Jara (PT(https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/pt/)-MS) apresentou nesta segunda-feira (3) uma notícia de fato ao MPF (Ministério Público (https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ministerio-publico/) Federal) contra Sérgio Marcolino Longen, presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), por um episódio ocorrido na sede da entidade em Campo Grande, na quinta (30).
Segundo a parlamentar, ela teria sido impedida fisicamente de entrar em um jantar, mesmo tendo sido convidada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan (https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/dario-durigan/), para participar da agenda. Ela solicita a instauração de procedimento investigatório criminal ou de inquérito policial pela Polícia Federal para apurar suspeitas de violência (https://www1.folha.uol.com.br/folhatopicos/violencia/) política de gênero.
Em nota, a Fiems diz que a deputada participou regularmente de todos os eventos institucionais e públicos e que o jantar foi uma agenda privada à parte, com lista prévia de convidados. A entidade afirma também “refutar veementemente as alegações de violência política de gênero, misoginia, machismo ou qualquer forma de discriminação relacionadas ao episódio”.
De acordo com o relato apresentado ao MPF, funcionários da Fiems teriam usado “força bruta” para impedir a entrada da deputada por ordem de Longen. Jara afirma ainda que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e assessoras do Ministério da Fazenda (https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ministerio-da-fazenda/) também teriam sido maltratadas.
Segundo interlocutores ouvidos pela coluna, a parlamentar pediu ajuda por telefone a Durigan para resolver a situação, mas Longen disse que, caso Jara subisse ao andar em que acontecia o jantar, o evento seria cancelado.
Após o episódio, Durigan declarou ao Jornal Midiamax (https://midiamax.com.br/politica/2026/ministro-fazenda-diz-repudia-atitude-longen-camila-jara-evento-fiems/)que repudiava a situação e afirmou que, segundo o relato da deputada, havia “um viés machista na história”.
No documento, ela requer também que a Fiems preserve e entregue imediatamente as imagens das câmeras internas da sede referentes ao período entre 18h e 24h do dia 30 de julho, além da identificação e oitiva dos
seguranças envolvidos e de Longen.
A parlamentar relaciona o episódio a uma possível retaliação por ela e o deputado Vander Loubet (PT-MS) terem solicitado explicações ao presidente sobre a gestão de aproximadamente R$ 60 milhões em recursos públicos
recebidos pela Fiems.
Por: Mônica Bergamo, com KARINA MATIAS (interina), DIEGO ALEJANDRO e JULLIA GOUVEIA.




















