Há 11 anos a campo-grandense Jessica Ferreira Rodrigues, de 34 anos, afirma viver um verdadeiro “inferno na Terra” depois de se relacionar com um jovem de 29 anos que chamaremos na reportagem de Gabriel. Para terem ideia do tamanho da violência psicológica e física, a jovem já registrou diversos boletins de ocorrência de ameaça, lesão corporal, furto, preservação do direito e perseguição. Além disso, a jovem pediu medidas protetivas contra o caminhoneiro Gabriel, que foram diversas quebradas.
Em uma das situações mais aterrorizantes em que Jessica viveu, ela teve a água batizada com drogas e ficou dopada.
Ela conta que o suspeito Gabriel invadiu sua casa e a virou contra a parede dizendo que iria “estourar a sua cabeça”. Ela lembra do dia e diz que viu sombras de pessoas passando atrás, ou seja, o algoz não estava sozinho. Nesse mesmo dia, a vítima diz ter sido estuprada pelo mesmo enquanto era mantida em cárcere privado.
O suspeito a pedia dinheiro, cartões de banco, senhas e também fazia chantagem emocional com fatos sobre a vida da mesma que ocorrera no passado.
Em um dos boletins de ocorrência, a descrição diz que Gabriel não aceitava o fim do relacionamento de 4 meses, o que atualmente Jessica diz ver de outro ângulo. “Nunca foi um relacionamento, foi uma trama planejada para me roubar, me torturar e me perseguir”, explica.
A mulher alega ter sido sido vítima de uma quadrilha de ao menos 10 pessoas, entre elas, estelionatários, hackers e psicopatas. Ela teve contas bancárias hackeadas, PIX bloqueado e o celular invadido.
Segundo Jessica, os suspeitos a ameaçam 24 horas por dia pelo celular e a monitoram pelas câmeras do novo condomínio onde mora. Além disso, colocam motoristas de aplicativo para seguir os seus passos.
Ela conta que Gabriel tem ajuda de um colega que daremos o nome de Davi, que é hacker para fazer essas chantagens tecnológicas. “Não sei como eles conseguem, mas têm acesso à câmera do meu celular, acesso ao meu WhatsApp, ao meu Facebook e Instagram, de onde consegue fazer manipulações com outras pessoas que me conhecem, me difamam e por aí vai. Ficam mandando vozes dizendo que irão me matar, que é pra eu calar a boca. Estão me seguindo”, destaca.
Questionada se há um motivo para isso, se tem inimigos, Jessica responde. “Nunca tive. Sou sou mais uma vítima dessa quadrilha. Mas não sou a única, eles perseguem minha família, pessoas próximas a mim. Também perseguem outras pessoas. Usam documentos de outras pessoas para cometer golpes. Já procurei a polícia para ver se isso acaba de uma vez. Até mesmo provocar acidentes eles conseguem. Meu ex-namorado bateu o carro por causa deles”, relata.
As agressões verbais continuam até hoje, segunda a vítima. “Eles fazem contendas, me jogam contra os vizinhos. Gabriel fez dois boletins falsos de que eu tinha invadido a casa dele, só que é ao contrário, é ele que está usando o meu nome para pagar dívidas. O foco desse grupo é causar danos financeiros e morte”, finaliza.
Jessica pede apoio à imprensa e as autoridades policiais para que não se torne mais uma vítima de feminicídio como tantas outras. O Mato Grosso do Sul registrou o 23º caso de feminicídio em agosto de 2026, com a morte de Fátima Alves de Matos, de 54 anos, em Costa Rica (MS).
Não conseguimos contato com o outro lado dessa história, mas o espaço está aberto para a manifestação e posicionamento caso houver.































