A família do jovem Cauã Henrique Martins Ribeiro, de 21 anos, denunciou ao site Capivara News o tratamento que o jovem teve nos últimos meses em que esteve internado na Clínica da Alma MS, para reabilitação de dependentes químicos e de álcool, em Campo Grande. Pressão psicológica, humilhação e pagamentos indevidos estão entre os fatos.
Há dois dias Cauã ficou perambulando pela rodovia perto do Autódromo da Capital e do Eco Park sem dinheiro para voltar para casa. O rapaz conseguiu contato com a família dizendo que estava perdido e então a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento e ele só veio apareceu neste sábado (29).
Cauã explicou que foi solto pela clínica com “uma mão na frente a outra atrás”. “Simplesmente nos soltaram sem explicação, sem dar nada para a gente. Minhas coisas ficaram tudo na clínica. Fiquei no meio do escuro, sem saber como voltar para casa”, destaca.
Durante o tratamento, segundo Cauã, os internos eram obrigados a fazer serviços braçais, que começavam por volta das 5 horas e na hora do almoço era servido sempre uma má alimentação. “Uma lavagem, comida sem sal. E sempre acompanhado de gritos de humilhação que a gente não prestava, que a gente era tudo noiado, entre outras coisas”, afirma.
A família conta que quando foi abordada pela clínica não foi informada que arcaria com alguma despesa, que todo o serviço prestado seria de forma voluntária, mas que depois de alguns dias em que o jovem estava internado, a clínica começou a cobrar valores. No total R$ 210 foram enviados. Segundo a entidade, para a compra de uma Bíblia.
A avó de Cauã, Dona Edelin entrou em contato com a clínica aborrecida deles terem soltado o neto na rodovia, mas recebeu mensagens desconexas. Essas estarão anexadas na reportagem. Ela conta que vários internos também relatam a mesma situação e que pode provar.
Além disso disse que os garotos são soltos da clínica com coletes a prova de bala. “Dizem que porque existem muitas fazendas ao redor e os fazendeiros podem atirar nos meninos, essa é a explicação deles. A gente deixa a pessoa que a gente ama lá confiando, para eles melhorarem, não para que sejam tratados feito bichos, e saem pior de lá. Isso é um absurdo”, completa ela.
O site Capivara News Procurou a Clínica da Alma MS na manhã deste sábado (29) por meio de WhatsApp e a entidade se limitou a dizer que “esse assunto já estava resolvido”.
Ficamos sabendo que a entidade fez o depósito de R$ 100 para a família, após o nosso contato. Sem mais.


























