O vereador André Salineiro apresentou na Câmara Municipal um projeto de lei que estabelece diretrizes para o tratamento e a internação voluntária e involuntária de dependentes químicos em Campo Grande. A proposta busca enfrentar o avanço do consumo de drogas nas ruas da Capital, especialmente em regiões que já vêm sendo chamadas pela população de “cracolândia”.
Segundo Salineiro, o problema deixou de ser apenas uma questão individual e se tornou uma grave crise de saúde pública e social, afetando dependentes, famílias, comerciantes e moradores de diversos bairros, principalmente da região central.
“Hoje vemos pessoas destruindo a própria vida nas ruas, famílias sofrendo sem saber o que fazer e comerciantes convivendo diariamente com insegurança, furtos e degradação. Não podemos tratar isso como algo normal. Dependência química é um problema de saúde pública e precisa ser enfrentado com responsabilidade, tratamento e ação do poder público”, afirmou Salineiro. O projeto estabelece que o tratamento deve priorizar atendimento ambulatorial, prevenção e reinserção social, mas também regulamenta a possibilidade de internação involuntária em casos específicos previstos na legislação federal, quando outras alternativas forem insuficientes.
A proposta determina que toda internação seja realizada apenas com autorização médica, em unidades de saúde ou hospitais gerais com equipes multidisciplinares, respeitando protocolos técnicos e garantias legais. O texto também prevê acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assistência social e elaboração de plano individual de atendimento para cada paciente.
Salineiro afirmou que está buscando apoio para colocar o projeto em pauta o quanto antes diante do agravamento da situação na cidade, porque Campo Grande está vendo determinadas regiões se deteriorarem rapidamente.” A população cobra solução e o poder público precisa agir. Muitas famílias pedem ajuda porque não conseguem mais lidar sozinhas com situações extremas. Precisamos ter coragem de enfrentar esse debate sem hipocrisia”, disse Salineiro.



















