As tradicionais barracas às margens da BR-163, no Distrito de Anhanduí, agora são oficialmente patrimônio cultural de Campo Grande, graças a lei proposta pelo vereador André Salineiro (PL). A lei foi sancionada pela prefeita e publicada nesta quinta-feira (10), garantindo proteção às estruturas e ao conjunto paisagístico e cultural formado pela ocupação tradicional. Com isso, se houver duplicação da via, a Motiva Pantanal (antiga CCR) não poderá retirar as barracas do local.
A iniciativa nasceu de uma demanda dos próprios comerciantes de Anhanduí, que procuraram Salineiro diante do receio de que as barracas fossem retiradas em razão das obras de duplicação da BR-163. Os comerciantes relatavam preocupação com as ameaças de retirada das estruturas pela Motiva Pantanal, responsável pela concessão da rodovia.
Com a nova lei, as barracas passam a ter proteção legal como patrimônio histórico, etnográfico e paisagístico do município. O tombamento abrange não apenas as estruturas físicas, mas também o conjunto cultural e paisagístico associado à ocupação tradicional, reconhecendo sua importância histórica, social e econômica para Anhanduí.
“Esse projeto nasceu de um pedido dos comerciantes de Anhanduí, que estavam com medo de perder não apenas suas barracas, mas uma parte da história do distrito. Agora, graças à lei, esse patrimônio está protegido. Não é simplesmente uma estrutura às margens da rodovia. Ali existe trabalho, tradição, famílias e uma atividade econômica que faz parte da identidade de Anhanduí”, afirmou Salineiro.
A legislação também estabelece que qualquer reforma, ampliação, alteração estrutural ou remoção das barracas dependerá de autorização prévia do órgão municipal competente, observadas as normas culturais, urbanísticas e ambientais.
Para Salineiro, a sanção da lei demonstra que o poder público pode atuar para proteger quem trabalha e preservar a história das comunidades do interior de Campo Grande.
“Quando os comerciantes nos procuraram, nós não ficamos apenas reclamando do problema. Fomos buscar uma solução. Hoje, essas barracas estão protegidas por lei e aquilo que faz parte da história de Anhanduí não poderá simplesmente ser retirado sem que o município participe dessa decisão”, destacou Salineiro.



















