Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, destacou que desenvolvimento do Brasil pode acontecer sem prejudicar o meio ambiente e que Mato Grosso do Sul é um bom exemplo disso.
O país possui, segundo ele, uma das maiores riquezas ambientais do planeta, mas ainda enfrenta desafios importantes para transformar esse patrimônio natural em mais qualidade de vida para a população.
“Poucas nações receberam uma herança ambiental tão valiosa quanto o Brasil. Somos uma potência agrícola, energética e ambiental. Mas essa riqueza precisa estar associada a políticas públicas que garantam preservação, saneamento, segurança hídrica e qualidade de vida para a população”, afirmou Reinaldo.
O ex-governador lembra que, apesar dos avanços, o país ainda enfrenta problemas estruturais que afetam diretamente o meio ambiente e a saúde pública. Atualmente, apenas cerca de 52% do esgoto gerado no Brasil recebe tratamento adequado. A outra metade continua sendo lançada em rios, córregos e mananciais ou destinada a sistemas precários, comprometendo a qualidade das águas e aumentando os riscos de doenças.
Dados do MapBiomas apontam que o país reúne condições privilegiadas, com cerca de 65% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, além de abrigar grandes biomas, como a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, e a Mata Atlântica. Possui também aproximadamente 12% da água doce superficial do planeta.
“Quando falamos em meio ambiente, não estamos falando apenas de florestas e animais. Estamos falando também de saneamento básico, de água limpa, de saúde pública e de dignidade para milhões de brasileiros. Universalizar o tratamento de esgoto deve ser uma prioridade nacional”, defendeu.
Reinaldo destacou ainda que Mato Grosso do Sul se consolidou nos últimos anos como referência nacional na busca pelo equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Nos últimos 30 anos, a economia sul-mato-grossense cresceu 486%, mais que o dobro da média nacional no período, enquanto o Estado ampliou sua produção agrícola, atraiu grandes investimentos industriais e fortaleceu setores como o de celulose, bioenergia e produção de alimentos.
Ao mesmo tempo, Mato Grosso do Sul abriga grande parte do Pantanal, reconhecido como a maior planície alagável contínua do mundo, com aproximadamente 85% de sua cobertura natural preservada e cerca de 94% de sua fauna mantida em condições naturais.
“O exemplo de Mato Grosso do Sul mostra que preservação e desenvolvimento não são adversários. É possível gerar empregos, atrair investimentos, aumentar a produção e, ao mesmo tempo, proteger nossos recursos naturais. Fizemos isso durante nossa gestão e o Estado continua avançando nessa direção”, ressaltou.
O ex-governador também destacou os avanços recentes na proteção do Pantanal, incluindo o fortalecimento da legislação ambiental, o monitoramento por satélite e a redução significativa da supressão vegetal no bioma.
Apesar dos resultados positivos, Reinaldo alerta para desafios que exigem atenção permanente. Entre eles estão a preservação do Cerrado, considerado a “caixa d’água do Brasil” por abrigar nascentes que alimentam importantes bacias hidrográficas do país; o combate às queimadas; a recuperação de áreas degradadas; a proteção das matas ciliares; o enfrentamento do assoreamento dos rios e a adaptação às mudanças climáticas.
“O Cerrado é estratégico para o futuro do Brasil. É dele que nascem rios que abastecem o Pantanal, a Amazônia, o São Francisco e a Bacia do Paraná. Precisamos avançar na recuperação de nascentes, na conservação dos solos e no uso sustentável dos recursos naturais”, observou.
Reinaldo lembrou ainda que Mato Grosso do Sul assumiu uma das metas ambientais mais ousadas do país: tornar-se o primeiro Estado brasileiro carbono neutro até 2030. “Essa meta demonstra que é possível pensar grande. O Brasil precisa liderar o debate mundial sobre sustentabilidade, mas também liderar pelo exemplo. O futuro passa pela união entre preservação ambiental, desenvolvimento econômico e inclusão social. Mato Grosso do Sul tem mostrado que esse caminho é possível”, concluiu.
Dados oficiais de órgãos como MapBiomas, IBGE, Ministério do Meio Ambiente, Imasul e Semadesc reforçam que o desafio das próximas décadas será ampliar a preservação dos recursos naturais sem comprometer o crescimento econômico, garantindo que as futuras gerações recebam um país ambientalmente mais equilibrado, produtivo e sustentável.




















