A Polícia Civil de João Pessoa, no Estado da Paraíba, informou que Davi Piazza Pinto, de 38 anos, confessou ter matado o próprio filho, um garoto de 11 anos autista e com deficiência visual para não ter que pagar pensão. O corpo da criança, que era natural de Campo Grande, foi encontrado em uma cova rasa em mata no Bairro Colinas do Sul naquela cidade.
Segundo o delegado adjunto da DCCPES (Delegacia de Crimes Contra a Pessoa), Bruno Victor Germano, o crime foi planejado pelo autor que não queria mais pagar R$ 1,8 mil de pensão. O homem veio de Florianópolis, em Santa Catarina já para matar o filho em João Pessoa.
Em João Pessoa ele alugou um apartamento onde recebeu o menino com o pretexto de passar alguns dias com o filho. Assim que a mãe deixou a criança sob os cuidados dele ele a executou por asfixia com uso de uma rede e travesseiro. Depois chamou um aplicativo e enterrou o corpo em uma área industrial isolada.
O crime é tratado como triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de envolver ocultação de cadáver. A pena pode ultrapassar 32 anos de prisão
Após o crime, Davi voltou a Florianópolis. No domingo (2), contou à própria mãe que havia matado o filho. Ela acionou a Polícia Militar, e o homem se entregou.
O assassino chegou a morar na Vila Planalto, em Campo Grande, antes de se mudar para o Sul.




















