Lucineia da Silva Terres, de 39 anos, foi encontra morta em sua casa, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, ontem, pela principal suspeita causa morte de infarto. O namorado da vítima chegou a ser levado para a delegacia da mulher, pois no início acreditava-se que o crime se tratava de feminícidio, mas depois ele foi liberado.
A suspeita de crime passional foi descartada pela Polícia Civil, após inspeção detalhada no imóvel e depoimento das testemunhas. Conforme delegada Elisângela Cristaldo da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), a casa não tinha sinais de bagunça, sinais de briga ou agressão.
O exame preliminar realizado no corpo da vítima também foi determinante: os peritos criminais não identificaram nenhuma marca de violência, hematoma ou lesão defensiva.
Em depoimento, o namorado da vítima disse que ela teve um mal súbito e de repente perdeu a vida. A investigação apurou que o companheiro agiu de forma imediata ao notar o mal-estar da mulher, tentando realizar manobras de ressuscitação e acionando o socorro médico de urgência.
Além disso, foi constatado que o homem não possuía passagens pela polícia ou históricos de comportamento violento.
Em depoimento à polícia, a filha da vítima, uma adolescente de 16 anos, trouxe informações cruciais sobre o histórico de saúde da mãe que ajudaram a elucidar o caso. Na residência, foram localizadas receitas de medicamentos controlados para o tratamento de depressão e ansiedade.
Segundo a jovem, a mãe vinha se queixando de episódios de “coração apertado” desde a semana retrasada. Na ocasião, acreditando tratar-se de uma crise de ansiedade, a mulher procurou atendimento em um posto de saúde local, onde recebeu medicação. No entanto, o quadro clínico persistiu nos dias seguintes.




















