Jovem confessou ter sido estuprada pelo próprio padrasto desde quando tinha 10 anos, em Dourados, a 230 km de Campo Grande. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), nesta semana, e é investigado como estupro com agravante por se tratar de crime cometido por alguém que exercia autoridade sobre a vítima.
O boletim de ocorrência registrado na noite de quinta-feira (22), a jovem relatou que morava com a mãe o homem desde os 8 anos no Bairro Parque das Nações até completar 18 anos. Os abusos começaram quando ela tinha 10.
Ela contou que era ameaçada e não contava para ninguém por se sentir culpada. Os abusos só acabaram quando a jovem iniciou um relacionamento amoroso e ameaçar contar sobre os abusos.
Mesmo assim, o controle excessivo por parte do autor aumento. Incentivada pelo atual namorado, com quem se relaciona há sete meses, ela decidiu buscar ajuda.
A menina revelou os abusos à mãe há alguns meses, mas não foi acreditada. A falta de acolhimento fez com que passasse a evitar a casa onde morava, o que chamou a atenção do pai biológico e da madrasta. Questionada, ela relatou tudo o que havia vivido e acabou sendo acolhida pelo casal.
Ainda conforme o registro policial, o pai e a madrasta avisaram a mãe da jovem que procurariam a polícia. Desde então, a mãe estaria exigindo que a filha retornasse à residência e impedindo que terceiros retirem seus pertences do local. Diante da situação, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência tanto contra o padrasto, apontado como autor dos abusos, quanto contra a mãe, por entender que ela tinha conhecimento dos fatos e não os denunciou.
O pedido prevê a proibição de qualquer tipo de contato ou aproximação. A Polícia Civil informou que a solicitação de medida protetiva será encaminhada ao Poder Judiciário no prazo de até 48 horas. A jovem foi orientada a não manter contato com os denunciados e a acionar a polícia em caso de emergência. Ela também manifestou interesse em receber acompanhamento psicológico por meio do Programa Viva Mulher. O caso segue sob investigação.




















