Nascido em Salto Grande, SP, José Carlos Thimoteo Lobreiro, de 75 anos, mais conhecido como Thimoteo, passa a assinar como Zé Lobreiro. Após inusitada trajetória passando por riquíssima carreira acadêmica como Médico Veterinário da UFMS, pesquisador na área de pecuária orgânica, músico, viajante, passou 10 anos indo e voltando da Índia, atuante também como terapeura, com massagem, meditação, alimentação saudável e exercício de medicina chinesa, Thimoteo agora assume seu nome artístico, Zé Lobreiro.
Na obra, “Vila DuZé: o Santuário das Almas Entrelaçadas”, com mais de 100 páginas, o autor Zé Lobreiro, por meio de vários personagens, apresenta um pouco de si mesmo, quase como uma autobiografia, trazendo diferentes reflexões e percepções sobre a vida em suas diferentes óticas. Logo na capa é possível ver a ilustração de três dos moradores da tal “Vila DuZé”, Zezé Rezadeira, Dr. Lumíolo Waves e Analuz Vida.
O lançamento da obra está previsto para o dia 16 de setembro, quarta-feira, às 20h, na Estação Cultural Teatro do Mundo. O evento será gratuito e ainda contará com música ao vivo, tendo também o autor se apresentando.
“Ele é um artista que eu conheço muito bem como músico e agora vou conhecer como escritor. É uma pessoa inquieta, pensante, interessante e que tem muito para contribuir com a literatura. Já a Estação Cultural Teatro do Mundo é um ambiente que é para agregar o artista ao seu público, juntar artistas e gente interessada em literatura, cinema, teatro, música e poesia.”, comemora Fernando Lopes Lima, diretor do Teatro do Mundo.
Sinopse
Em meio aos bosques encantados de Vila DuZé, onde as árvores sussurram segredos ancestrais e o mel cura a alma, cada habitante carrega um fragmento do mistério da existência.
Nesta narrativa profundamente humana e espiritual, conheça Zezé Rezadeira, cujas preces conectam o visível e o invisível – Com aspecto místico, o Zé revela que a conexão com sua personalidade é que a Zezé Rezadeira, assim como ele, incentiva e ensina as pessoas a fazerem reverência aos antepassados. “Nem todos os nossos antepassados a gente conheceu, tampouco sabemos o nome, mas a nossa existência só foi possível graças a eles. Eu, pessoalmente falando, escolho um de cada para saudar cada um dos meus antepassados, para fazer um agradecimento, uma reverência. Isso é em sinal de respeito com a minha árvore genealógica”, menciona.
Dr. Lumíolo Waves, o cientista que trocou o laboratório pela busca da verdade interior – Apaixonado pelo sistema límbico do cérebro, com todas as glândulas e neurotransmissores, fez parte da ciência e assim como o autor, vivia um dilema. Na obra o Lomíolo deixa a universidade e sai buscando por algo a mais e é onde chega na Vila du Zé. No conto ele ainda tem experiência fora do corpo, quando esteve em coma, e volta ainda mais impressionado com a tríade luminosa.
Já Analuz Vida, a viajante que descobriu que as respostas não estão no mapa, mas no coração – É uma senhora de 60 anos, por aí, com grande inclinação, desejo de conhecimento, pelo budismo. Ela anda o mundo para conhecer os conceitos do Buda.
Com uma prosa que entrelaça realismo mágico, filosofia oriental e neurociência, Vila DuZé: o santuário das almas entrelaçadas nos convida a refletir sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos — não como perguntas a serem respondidas, mas como jornadas a serem vividas.
Sobre o Autor – Zé Lobreiro
Foi em 1973 que Thimoteo chegou à Campo Grande. Na Capital Morena ele fez faculdade e seguiu carreira acadêmica por mais de 10 anos na UFMS, passou também um período nos Estados Unidos fazendo mestrado e Itália especialização. Somente de carreira na medicina veterinária foram mais de 40 anos até que resolveu largar tudo e ir para a Índia, onde por 10 anos foi e voltou em sua busca incansável por conhecer mais, refletir mais, estudar mais.
Já na área da música ele afirma que desde os três anos demonstrava interesse. “ Naquele tempo eu ficava na cozinha escutando o rádio no programa A Lira do Xopotó, da Rádio Nacional, e ficava batucando na lata de bolacha enquanto escutava as músicas”, fala.
Como músico ele integrou o Grupo Regional de Choro Agemaduomi, conhecido por suas apresentações de Choro e Samba no início dos anos 2000. Esse grupo ficou conhecido também por participação em manifestações e shows de conscientização ecológica, como o célebre “Show pela Natureza” realizado em 2006 em Campo Grande contra a destruição de reservas ambientais urbanas.
Na cena Cultural ele relembra a amizade pela professora Maria da Glória Sá Rosa, proximidade com Albana Xavier, admiração pelo professor Hildebrando Campestrini, amizade com Américo Calheiros e Jair Damasceno, sua participação na Orquestra Clássica do maestro Diniz, e também no Madeira e Metais, sob a regência do maestro Tarcizio. “A cena cultural era bem rica, eu circulava com esse pessoal”, relembra.
Já agora como autor de livro, ele assume que a ideia veio a partir da reflexão de que pode estar na reta final de sua existência e que gostaria de compartilhar da riquíssima experiência de vida que ele teve com o máximo de pessoas. “Devido a minha inquietude, de querer e viver sempre mais, hoje posso compartilhar de várias reflexões, claro que para aqueles que já se interessam por isso”, afirma.
Ao escolher Zé Lobreiro como nova marca de seu nome, ele conta que é o último Lobreiro da família e por isso também a vontade de deixá-lo permanecer, já que por escolha pessoal, não teve filhos.
“Minha vontade ainda é transformar a história da obra literária em uma peça de teatro ou produto audiovisual. Tudo o que está no livro, de alguma forma, são minhas experiências de vida ou algo em que eu acredito. Apresento os personagens quase como se fossem arquétipos do meu eu, do ser humano. E trago questionamentos. Onde estamos? o que estamos fazendo aqui? de onde viemos? Esses questionamentos eu tive desde pequeno, é quase como um estímulo para a reflexão conjunta”, afirma Lobreiro.




















