O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, apresentou nesta segunda-feira um plano de reestruturação para a estatal deficitária, incluindo a captação de R$12 bilhões, além de demissões, fechamento de unidades de atendimento e venda de imóveis, entre outras medidas.
De acordo com a estatal, um diagnóstico identificou déficit estrutural superior a R$4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez.
“A correção de rota precisa ser feita de forma rápida”, afirmou Rondon, que assumiu o cargo em setembro deste ano prometendo “restaurar o orgulho e a eficiência dos Correios” e sob a expectativa também de modernizar a entidade.
Ele explicou que a primeira fase no plano é a recuperação do caixa da companhia, e, nesse sentido, afirmou que na última sexta-feira foi fechada uma captação de R$12 bilhões com pool de bancos para o capital de giro, considerada decisiva para melhorara a liquidez e viabilizar ações estruturantes do plano.
De acordo com Rondon, desse total, R$10 bilhões serão desembolsados ainda em 2025 e R$2 bilhões estão previstos para janeiro 2026. Ele citou que Banco do Brasil, Caixa e Bradesco entraram com R$3 bilhões cada e Santander e Itaú, com R$1,5 bilhão cada.
“Isso vai permitir a adimplência nos contratos com fornecedores, benefícios de empregados e tributos, recuperar a qualidade da operação…, que tem potencial de fazer a receita voltar a crescer, e, finalmente, a confiança de clientes e fornecedores”, afirmou a jornalistas nesta segunda-feira.
Ele afirmou que permanece necessidade de captação de R$8 bilhões, dado que o plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$20 bilhões, mas que as rodadas com bancos envolvendo esse montante tinham taxas que a empresa considerou elevadas.
Questionado sobre um eventual aporte de recursos públicos via Tesouro Nacional nos Correios no próximo ano, ele afirmou que ainda não há definição.
PDV E VENDA DE ATIVOS
Uma segunda fase no plano de reorganização da entidade, prevista para começar em março, trata da otimização do quadro de pessoal e gestão de benefícios e contempla um programa de demissão voluntária (PDV) de 10 mil funcionários em 2026 e 5 mil funcionários em 2027. A economia anual estimada para essa fase do programa soma R$2,1 bilhões, com impacto pleno em 2028.




















