Cerca de 160 pessoas participaram da 4ª Teia/Fórum dos Pontos de Cultura do Centro-Oeste, realizada nesta terça-feira (24), em formato online. O encontro reuniu Pontos e Pontões de Cultura, agentes culturais e representantes da rede Cultura Viva dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, em um momento marcado pela diversidade de vozes, troca de experiências e fortalecimento da articulação regional.
Promovida no contexto do Plano Nacional de Cultura Viva (PNCV), a Teia Virtual integra o processo de mobilização para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, prevista para maio de 2026. Durante a programação, representantes dos estados compartilharam experiências, desafios e propostas, evidenciando a retomada da articulação em rede na região.
O encontro também contou com a participação de representantes do Ministério da Cultura, como a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, o diretor da Política Nacional de Cultura Viva, João Pontes, e o coordenador-geral de Articulação da Política Nacional de Cultura Viva, Leandro Anton, reforçando a conexão entre a articulação regional e as diretrizes nacionais da política pública.
Ao longo da noite, representantes dos estados destacaram um ponto em comum: a retomada da rede Cultura Viva após um período de desarticulação. Para Walter Cedro Santos, representante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC) e um dos articuladores da iniciativa, o resultado reforça o potencial da iniciativa na região.
“Já fomos a região do país mais articulada dentro do programa Cultura Viva. Depois das Teias estaduais e distrital sentimos novamente essa energia que vem do Cerrado, do Pantanal e da Amazônia Legal. A Teia virtual foi um momento de reencontro, de escuta e de fortalecimento dessa articulação”, afirmou.
Além de integrar os representantes já ativos, a reunião também serviu como espaço de acolhida para novos delegados que participarão pela primeira vez de uma Teia Nacional. “Muitos nunca participaram. Esse momento foi de aprendizado, troca de experiências e preparação para quem está chegando agora ao programa Cultura Viva”, destacou Walter Cedro Santos.
O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, Pontão de Cultura de Mato Grosso do Sul, esteve representado por Márcia Rolon, diretora artística da instituição e delegada do estado na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, reforçando o papel da organização na articulação cultural da região de fronteira entre Brasil e Bolívia.
“A Teia é sempre um espaço de encontro, de escuta e de construção coletiva. Quando os Pontos e Pontões de Cultura se reúnem, a gente fortalece a rede, compartilha experiências e amplia a capacidade de mobilização para que as políticas públicas de cultura continuem avançando”, destacou Márcia Rolon.
A programação também evidenciou a potência dos territórios e a diversidade cultural da região Centro-Oeste, reunindo manifestações que vão desde culturas indígenas e tradicionais até iniciativas urbanas e periféricas. Representantes indígenas reforçaram a importância das políticas culturais para o fortalecimento dos saberes ancestrais e da identidade dos povos.
Outro destaque foi o sentimento de pertencimento e construção coletiva. Participantes ressaltaram que a Teia já está em curso desde os encontros estaduais. “Nós já estamos vivendo a Teia Nacional. Esse processo de encontros já é a própria teia acontecendo”, destacou um dos representantes da rede.
Pontão amplia ações com seminário sobre diversidade e inclusão
Como desdobramento das ações de articulação, o Pontão Moinho Cultural Unindo Pontos promove hoje (26), a partir das 19h (horário de MS), o seminário virtual “Diálogos sobre Diversidade e Inclusão”. O encontro contará com a participação de Márcia Rolon, diretora artística do Instituto, da gestora pública Wania Alecrim, da psicopedagoga e coordenadora do Grupo Vozes Especiais, Sandra Helena, e da terapeuta ocupacional Etna Gutierres.
Entre os temas que serão abordados estão a cultura como instrumento de valorização da diversidade, o acesso à cultura para pessoas com deficiência e os desafios enfrentados por mulheres em territórios de fronteira, questões que dialogam diretamente com a realidade dos participantes atendidos pelo Moinho Cultural em Corumbá (MS) e região.



















