A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) já deu a largada para a 8ª edição do Dia Livre de Impostos (DLI). Consolidada como a principal campanha de conscientização tributária do país, a iniciativa do Sistema CNDL tem um propósito claro e urgente: alertar a sociedade sobre os impactos de uma carga tributária abusiva, que asfixia o poder de compra da população e freia o crescimento das empresas, oferecendo um baixíssimo retorno em serviços públicos essenciais.
A FCDL-MS faz questão de frisar a regra de ouro da campanha: o DLI não é um dia de descontos ou uma data promocional. Durante a ação, os lojistas participantes abrem mão de suas margens ou subsidiam o valor para comercializar produtos com a isenção total dos impostos. O objetivo é causar um choque de realidade, evidenciando na prática e no balcão o quanto o consumidor paga, muitas vezes sem perceber, apenas em tributos embutidos nos preços. É um movimento em prol da transparência, da justiça fiscal e da eficiência.
Para ilustrar o peso dessa conta, a campanha traz novamente às ruas o seu grande símbolo: o “Impostossauro”, mascote lúdico que representa o estado brasileiro “abocanhando” boa parte da renda das famílias e a capacidade de investimento dos empresários.
Conscientização interativa
A FCDL-MS em parceria com a Energisa, desenvolve um método interativo de visualizar como o imposto aumenta os preços dos produtos do cotidiano. A conta de luz por exemplo: apenas 11,14% correspondem ao consumo real de energia. O restante é devorado por impostos (35,06%), custos de distribuição (23,60%), demais encargos (20,20%) e iluminação pública (10%). Produtos considerados de “luxo” pelo estado brasileiro são altamente taxados, como o shampoo, com 39,72% de tributação; tênis importado, 65,71%; chinelo, 40,72; Bicicleta, 40,28%; motocicleta, 55,94%. O objetivo final do DLI é através das dinâmicas desenvolvidas mostrar como a tributação inapropriada, corrói o poder de compra da população.
Responsabilidade Social que atrai o público
Para o varejista, aderir ao DLI é um ato de cidadania e responsabilidade social. Ao colocar o cliente no centro dessa pauta, a empresa ganha o respeito do consumidor e uma visibilidade orgânica imensa. Embora o foco não seja o lucro promocional, o engajamento com a causa conscientiza o público e, consequentemente, gera um fluxo gigantesco de pessoas nas lojas.
Casos históricos, como o da rede Gazin, provam que o consumidor valoriza quem luta ao lado dele por justiça fiscal: em edições passadas do DLI, a isenção dos impostos fez a venda de liquidificadores saltar de 40 para 651 unidades, e a de bicicletas, de 15 para 285 em um único dia.




















