O presidente da Fiems, Sérgio Longen, esteve na quinta-feira (04/06) em São Paulo com o cônsul-geral dos Estados Unidos, Kevin Murakami. Entre os principais assuntos debatidos estiveram as novas medidas tarifárias anunciadas pelo país norte-americano sobre produtos brasileiros e os possíveis reflexos para as cadeias produtivas, os investimentos e as exportações nacionais.
Durante o encontro, Longen destacou a importância da manutenção de canais permanentes de diálogo entre o setor produtivo e as representações diplomáticas para garantir previsibilidade e segurança às relações comerciais.
“Os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o Brasil e para Mato Grosso do Sul. Precisamos acompanhar atentamente os desdobramentos dessas medidas, preservar a competitividade da nossa indústria e fortalecer o diálogo para minimizar impactos sobre os setores produtivos”, afirmou.
Além das questões comerciais, a reunião abordou temas ligados à inovação, transformação digital e evolução dos sistemas financeiros, com destaque para o reconhecimento internacional do Pix.
Relações comerciais entre MS e EUA
Segundo dados do Observatório da Indústria da Fiems, os Estados Unidos são atualmente o segundo principal destino das exportações brasileiras, respondendo por US$ 37,7 bilhões em vendas em 2025, o equivalente a 11% das exportações nacionais. Para Mato Grosso do Sul, o mercado americano também ocupa posição de destaque, sendo o segundo principal destino das exportações estaduais, com US$ 539 milhões exportados no período.
O levantamento mostra que 99,8% das exportações sul-mato-grossenses destinadas aos Estados Unidos são compostas por produtos industriais, evidenciando a relevância do mercado americano para a indústria do Estado.
Entre os principais produtos exportados por Mato Grosso do Sul para os Estados Unidos estão a carne bovina, responsável por US$ 247 milhões das exportações, a celulose, com US$ 136 milhões, e o ferro fundido, com US$ 69 milhões. Juntos, esses três produtos representam cerca de 84% das vendas sul-mato-grossenses para o mercado americano.
“A estabilidade e a previsibilidade são fatores essenciais para a competitividade da indústria e para a atração de investimentos. Nosso papel é acompanhar as transformações do cenário internacional, antecipar tendências e defender os interesses da indústria sul-mato-grossense em um ambiente econômico cada vez mais globalizado”, concluiu.




















