VEJA ABAIXO A NOTA OFICIAL DA PRODUÇÃO:
A realização do show da banda Guns N’ Roses, na noite de 9 de abril, no Autódromo
Internacional de Campo Grande, marca um momento histórico para a capital sul-matogrossense. Com público estimado em 35 mil pessoas, estrutura de padrão internacional e
impacto econômico relevante, o evento insere definitivamente a cidade no circuito de
grandes turnês e, ao mesmo tempo, expõe um desafio antigo: a limitação da infraestrutura
de mobilidade para suportar operações dessa escala.Diante das manifestações recentes direcionadas à organização, especialmente em relação
ao trânsito registrado na BR 262, é necessário restabelecer os fatos com base técnica,
responsabilidade e transparência.O evento foi planejado ao longo de aproximadamente três meses, com participação direta
dos órgãos públicos competentes. Polícia Rodoviária Federal, Detran, Agetran e demais
forças de segurança acompanharam o processo, definiram exigências operacionais e
autorizaram a realização. Todas as condicionantes foram cumpridas pela produção,
incluindo estrutura interna, fluxos de entrada, segurança e atendimento ao público.A abertura dos portões do evento ocorreu às 15h59, um minuto antes do horário previsto.
O principal ponto de tensão permaneceu concentrado no acesso externo ao Autódromo,
especialmente na BR 262, cuja capacidade estrutural se mostrou insuficiente para absorver,
em pista simples e via única, o deslocamento simultâneo de aproximadamente 35 mil
pessoas.O funcionamento interno do evento transcorreu com normalidade, dentro dos padrões
exigidos para uma operação dessa magnitude. O atraso no início da apresentação, de
aproximadamente uma hora e meia, foi uma decisão operacional responsável, adotada para
permitir a entrada do maior número possível de pessoas que ainda estavam em
deslocamento, impactadas pelas condições externas de acesso.O congestionamento registrado na BR 262 é um fato e não deve ser relativizado. Trata-se,
no entanto, de uma rodovia federal de pista simples, que concentrou todo o fluxo de
chegada de um público recorde. A operação contou com efetivo da Polícia Rodoviária
Federal, uso de drones, radares móveis, restrição de veículos pesados ao longo do dia e
fiscalização com bafômetros. Ainda assim, a capacidade física da via não suportou o
volume simultâneo de veículos.É importante esclarecer que a organização privada não possui competência legal para
intervenção em rodovias federais ou no sistema viário urbano. A gestão, o ordenamento e
a operação do trânsito são atribuições dos órgãos públicos, conforme estabelece o Código
de Trânsito Brasileiro. A realização do evento ocorreu com autorização formal e com pleno
conhecimento das condições de acesso por parte das autoridades responsáveis.Ao mesmo tempo em que evidenciou esse gargalo, o evento demonstrou de forma concreta
o potencial econômico de Campo Grande. A movimentação gerada ultrapassou R$ 33
milhões, com impacto direto em hotéis, bares, restaurantes, transporte por aplicativo e
comércio local. A rede hoteleira registrou cerca de 86 por cento de ocupação, e
aproximadamente 30 por cento do público veio de fora do estado, incluindo visitantes de
países vizinhos. Estima-se ainda a geração de cerca de 1.500 empregos temporários,
diretos e indiretos, ao longo de toda a cadeia produtiva.Do ponto de vista operacional, tratou-se de uma das maiores estruturas já montadas na
região, com mais de 800 toneladas de equipamentos, 66 carretas envolvidas e
aproximadamente 2.800 profissionais atuando nas etapas de montagem, execução e
desmontagem, sendo mais de duas centenas apenas no backstage da banda.A realização de um evento dessa magnitude exige coragem, planejamento e capacidade
de execução. Também expõe, de forma inevitável, os limites de uma cidade que ainda não
havia operado uma logística desse porte. O que se verificou não foi ausência de
planejamento, mas o encontro entre uma demanda comprovada e uma infraestrutura que
precisa evoluir.Campo Grande demonstrou que tem público, capacidade de consumo e relevância para
receber grandes eventos. O desafio que se impõe agora é estrutural e coletivo. É
necessário avançar em soluções de mobilidade, planejamento urbano e adequação de
espaços para que a cidade possa consolidar esse novo posicionamento de forma segura e
eficiente.Eventos dessa dimensão não podem ser reduzidos a um único recorte. Devem ser
compreendidos em sua totalidade, considerando o impacto econômico gerado, a projeção
da cidade e o legado que deixam.A organização reafirma que todas as etapas sob sua responsabilidade foram executadas
conforme o planejamento aprovado e segue à disposição para o diálogo com autoridades
e sociedade, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento das condições necessárias
à realização de eventos futuros em Campo Grande.




















