A ferrovia do Projeto Sucuriú (EF-A35), em construção pela Arauco em Inocência (MS), acaba de alcançar mais um marco importante com a instalação dos primeiros dormentes. Serão cerca de 95 mil peças, com aproximadamente 400 quilos cada e que serão responsáveis por garantir o alinhamento, a estabilidade e a segurança dos trilhos.
Nesse momento, as obras da ferrovia já estão com mais de 60% de execução. A previsão de entrada em operação é para o final de 2027, para o escoamento da celulose que será produzida na futura fábrica.
“É importante ressaltar que estamos instalando o primeiro dormente da primeira shortline privada do Brasil. Esse momento é muito significativo não só para nós do Projeto Sucuriú, mas também em nível estadual e nacional”, destaca Christian Carvalho, gerente de Engenharia e Implantação da Arauco.
Com 45 quilômetros de extensão, além de outros nove quilômetros internos à fábrica, a ferrovia fará a conexão do empreendimento à Rumo Malha Norte. A estrutura integra a estratégia logística da Arauco, com uma opção de transporte mais eficiente, que reduz a circulação de caminhões nas rodovias e amplia a segurança das operações.
Para Paulo Vilela, gerente executivo operacional da Epya Infraestrutura, empresa que executa os trabalhos, acompanhar essa etapa é motivo de orgulho. “É uma honra fazer parte de um projeto tão grandioso e estar presente neste marco inicial. A gente não faz nada sozinho. Então, agradeço a todo o time que faz esse projeto acontecer diariamente, fazendo parte dessa grande história da ferrovia do Brasil.”
O significado desse momento também é compartilhado por quem participa diretamente da construção. Responsável pela instalação do primeiro dormente, o operador de equipamento pesado Romário do Nascimento Conceição, da Epya Infraestrutura, vê no trabalho uma conquista que ultrapassa sua trajetória profissional. “Ser o responsável pela instalação do primeiro dormente foi uma satisfação muito grande, tanto para mim como profissional quanto para a empresa que represento. É um marco para o Brasil, que vai ficar para a história. Meus filhos vão lembrar e meus netos futuramente vão lembrar também”, conta.
Além dos dormentes, outras frentes de trabalho avançam ao longo do traçado. Entre as principais estruturas estão o viaduto ferroviário na saída da fábrica, o viaduto sobre a MS-112 e a ponte sobre o Córrego São Mateus. As três obras estão em fase de conclusão das estruturas civis para o recebimento dos trilhos e dormentes.



















