Após finalizar laudos periciais e coletar novos depoimentos, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu que Janete Feles Veloes, de 45 anos, não foi morta pelo companheiro, ou seja, não foi um caso de feminicídio, e sim de suicídio. A nota para a imprensa foi emitida pelo órgão de segurança nesta sexta-feira (13).
Segundo laudo necroscópico com depoimento da médica legista, a vítima empurrou a faca contra o próprio peito. A lâmina não estava totalmente crava o que indica autoferimento e a angulação da lesão também indicaria que o golpe foi provocado pela própria vítima.
Também conforme a investigação, o filho de Janete, que a socorreu, relatou que a mãe havia lhe confidenciado que estaria em tratamento contra câncer que queria tirar a própria vida.
A polícia informou também que não foram encontrados registros de violência doméstica envolvendo o casal.
Além disso, o companheiro da vítima, que havia sido inicialmente tratado como suspeito, negou o crime em depoimento, versão que é compatível com os elementos reunidos na apuração.
Com base nesses fatores, a autoridade policial determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio. Todos os laudos necroscópicos e de análise do local foram anexados ao inquérito, que teve as diligências encerradas.
O caso havia sido tratado no ínicio como feminícidio cometido pelo companheiro no Assentamento São Joaquim, na zona rural de Selvíria, na noite de domingo (8).
O site 24NewsMS informou que o filho da vítima contou que recebeu uma ligação do pai pedindo ajuda e afirmando que a mulher havia “feito uma besteira”. Ao chegar à residência, ele encontrou a mãe ferida, com uma faca no peito e a levou até uma base da concessionária responsável pela rodovia MS-112, onde equipes de socorro constataram a morte.
Equipes policiais foram acionadas e realizaram buscas na propriedade rural. O companheiro da vítima foi localizado e preso, negando envolvimento no crime. Ele foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Três Lagoas.
Com a conclusão dos exames periciais e dos depoimentos, a Polícia Civil afirmou que os elementos técnicos sustentam a hipótese de suicídio, encerrando oficialmente a investigação.
Procure ajuda
Se você está precisando de ajuda, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) cujo atendimento é realizado pelo telefone 188 (24 horas por dia e sem custo de ligação), chat, e-mail e pessoalmente em alguns endereços. Também existe o O Grupo Amor Vida (GAV), em Campo Grande, que presta um serviço gratuito de apoio emocional a pessoas em crise através do telefone 0800 750 5554, sem identificador de chamadas.




















