Conduzida pela escritora e pesquisadora Tatiana De Conto, a programação é realizada nos dias 2, 7, 8, 12 e 13 de agosto, levando grupos de até 15 pessoas por um circuito que conta com 15 histórias distribuídas entre os 41 murais da galeria de arte urbana na antiga estação ferroviária.
“Em cada encontro irei narrar até 8 histórias. Inspiradas em histórias reais de ferroviários, familiares e usuários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, as narrativas unem oralidade, literatura e artes visuais em uma experiência de turismo literário cultural. Queremos que as pessoas caminhem por um livro vivo, escrito sobre o território”, explica Tatiana.
Mais do que revisitar o passado, a proposta devolve à população histórias que ajudaram a construir Campo Grande e que, aos poucos, foram desaparecendo da paisagem e da memória coletiva. “Não apenas fazemos parte da história de Campo Grande, ajudamos a construir a cidade. Quando um ferroviário parte sem registrar suas lembranças, perdemos também um pedaço dessa identidade. Projetos como este mantêm viva essa memória e aproximam as novas gerações da história da ferrovia”.
Batizada pela autora de Literatura de Patrimônio, a experiência parte da oralidade, mas também contou com o reforço de registros documentais. “Em um outro projeto fizemos a produção audiovisual para preservar fatos e depoimentos. Já com a literatura de patrimônio utilizamos recursos que ressoam no narrador para construir uma narrativa capaz de despertar pertencimento e identidade. De entrevistas de até 90 minutos foi possível construir histórias de cinco minutos, mantendo fidelidade aos relatos e criando uma experiência literária”, explica Tatiana.
Os murais que conduzem esse trajeto nasceram antes das narrativas. Idealizado pelo artista visual Guido Drummond, o projeto reuniu 38 artistas — sendo 35 sul-mato-grossenses e três muralistas mexicanos — que deram vida a 41 pinturas inspiradas nas memórias de ferroviários, filhos de ferroviários e usuários da ferrovia. “Queríamos tirar essas histórias de trás dos muros e devolvê-las à cidade. Agora, cada mural passa a ganhar uma nova camada de significado ao dialogar com as narrativas e, futuramente, com os QR Codes”, destaca Guido.
Ao reunir memória, literatura e arte urbana, o projeto transforma relatos de antigos ferroviários em um patrimônio vivo, acessível tanto durante os passeios quanto de forma permanente no ambiente digital. A caminhada representa apenas a primeira etapa dessa experiência.
As visitas acontecem nos dias 2, 7, 8, 12 e 13 de agosto, com saída da Estação Casa Amarela, localizada na Rua dos Ferroviários, 118, no bairro Cabreúva, região central de Campo Grande. As vagas são limitadas a 15 participantes por sessão, e as inscrições gratuitas devem ser realizadas exclusivamente pelo WhatsApp (67) 99189-7034. Outras informações acesse o Instagram @casa.amarela.muau.
O Locomotiva de Histórias é realizado com recursos do FMIC (Fundo Municipal de Investimentos Culturais), da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), vinculada à Prefeitura de Campo Grande, com apoio da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), Afapedi, IPHAN, Plataforma Cultural e Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS).
08/08 (sábado) – 18h
12/08 (quarta-feira) – 15h
13/08 (quinta-feira) – saídas às 10h e às 16h
Ponto de embarque:
Estação Casa Amarela
Rua dos Ferroviários, 118 – Cabreúva – região central de Campo Grande
Apenas 15 vagas por sessão.
As reservas são realizadas exclusivamente pelo WhatsApp: (67) 99189-7034.




















