A polícia prendeu quatro homens por envolvimento na morte da “agiota” Giovana Castura Werner, de 52 anos, encontrada com um tiro na testa na região da Cachoeira do Inferninho, no dia 24 de março. Conhecidos disseram que a mulher contou que trabalhava emprestando dinheiro.
Conforme a polícia, os homens teriam atuado diretamente no caso, possivelmente devido à dívida. Além disso, o grupo usou a digital da mulher morta para roubar dinheiro das suas contas bancárias.
As prisões fazem parte de uma operação deflagrada DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), em Campo Grande. As diligências foram realizadas nas regiões do Portal da Lagoa, Coophavila, Vila Progresso, Aero Rancho e Parque Residencial dos Girassóis. Os quatro presos estão sendo interrogados.
A operação contou com o apoio de policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Além dos suspeitos presos, outras pessoas foram intimadas para prestar depoimento como testemunhas.
O carro da vítima foi encontrado no dia seguinte à localização do corpo, abandonado em um matagal no Jardim Colúmbia, em Campo Grande. Dentro do veículo, a polícia encontrou um projétil, vestígios de sangue e uma pá
As investigações começaram após uma amiga da vítima registrar boletim de ocorrência de desaparecimento. Conforme a investigação, ela tentou contato com Giovana diversas vezes no dia anterior ao encontro do corpo, mas não obteve retorno.
Diante da falta de notícias, a amiga foi até a casa de Giovana, mas não a encontrou. Em seguida, procurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde foi informada de que a mulher não havia sido atendida.
O corpo da mulher foi encontrado logo depois estirado às margens da estrada vicinal que dá acesso ao Inferninho com um tiro na cabeça.
Para vizinhos, a mulher já tinha mencionado que trabalhava emprestando dinheiro a juros. Apesar disso, ela tinha uma vida discreta e não era de comentar muito da vida pessoal no bairro onde vivia, o São Conrado.

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