Os apelos religiosos estiveram presentes nos discursos do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL), do candidato ao Senado, Carlos Portinho (PL), e ao governo do Estado, Douglas Ruas (PL).
“Vamos tirar do cativeiro Jair Messias Bolsonaro. O crime organizado não quer, mas Deus e o povo brasileiro já decretaram Flávio Bolsonaro presidente do Brasil”, afirmou Gaspar, em meio a críticas ao presidente Lula: “40 mil assassinatos, corrupção e crime organizado. Esse é o legado de Lula e do PT”.
“Mensalão, petrolão e marcolão”
Flávio afirmou ainda que a gestão de Lula foi “marcada pela corrupção”. “É mensalão, é petrolão, é roubo dos aposentados do INSS. Agora é o marcolão. A corrupção e o roubo do INSS chegaram dentro do gabinete do presidente e na República, que é o Lula”.
O candidato do PL retomou pautas caras ao bolsonarismo. Prometeu pautar a discussão sobre castração química para condenados por abusos sexuais, reduzir a maioridade penal e mudar o currículo escolar para que “os jovens não sejam transformados em militantes”.
O senador acrescentou que vai tratar facções do crime organizado, como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. “Vou resgatar soberania do Brasil porque vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícia como terroristas.” E voltou a tecer críticas ao governo Lula. “O atual governo briga com País em outro continente, mas não briga com ladrão de celular, não temos soberania sobre nosso próprio celular.” Ele alegou que a gestão de seu pai foi a “última fronteira na defesa pela democracia”.
O próximo presidente eleito terá a prerrogativa de indicar quatro novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Flávio, ele indicará “homens e mulheres que serão contra o aborto, contra liberação das drogas, que voltarão a respeitar a constituição e darão segurança jurídica ao País”.
Orações e xingamentos
Pouco antes do início do discurso de Flávio, uma candidata a deputada federal do PL puxou xingamentos contra o presidente: “Ei, Lula, vai tomar no c*”.
Em seguida, a organização do ato reproduziu um áudio do pastor Silas Malafaia, em que ele declara apoio a Flávio à Presidência e Douglas Ruas ao Palácio Guanabara.
Nomes que estiveram presentes em toda a campanha de Bolsonaro em 2022, Malafaia e o ex-governador Cláudio Castro (PL) não estiveram no trio elétrico neste domingo. Castro, que é alvo da Polícia Federal, sequer foi citado.
Em seu discurso, Flávio disse que pretende fazer um “tesouraço” no País a partir de 2027. “O Brasil vai vencer porque farei um tesouraço em 2027, com corte de impostos, na burocracia e na corrupção, além de corte nos ‘carguinhos’ do PT que mamam nas tetas do governo”, afirmou.
Estadão Conteúdo.