A Cesta Básica de Campo Grande em março registrou expressiva alta de preços (3,29%) em relação ao mês de fevereiro, conforme o DIEESE ((Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Em março de 2026, o preço da cesta básica de Campo Grande apresentou alta de 3,29% em relação a fevereiro. O custo foi de R$ 805,93. Na comparação com março de 2025, o valor aumentou 2,20% e, nos três primeiros meses de 2026, 3,87%.
Entre fevereiro e março de 2026, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: feijão carioca (13,49%), tomate (11,08%), leite integral (9,20%), batata (7,71%), banana (4,04%), arroz agulhinha (2,84%), carne bovina de primeira (2,15%), farinha de trigo (1,37%) e óleo de soja (0,28%).
Os outros quatro itens apresentaram queda de preço: café em pó (-1,02%), manteiga (-0,99%), açúcar cristal (-0,89%) e pão francês (-0,61%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 13 produtos: feijão carioca (34,34%), café em pó (14,13%), carne bovina de primeira (6,45%), pão francês (6,09%), batata (1,45%) e farinha de trigo (1,37%). Os itens que apresentaram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-33,89%), açúcar cristal (-16,67%), tomate (-12,02%), leite integral (-5,74%), manteiga (-3,14%), óleo de soja (-2,06%) e banana (-1,20%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e março de 2026, quatro produtos registraram alta: tomate (41,86%), feijão carioca (31,56%), batata (2,70%) e carne bovina de primeira (2,57%). Os seguintes alimentos apresentaram queda de preço: óleo de soja (-11,08%), açúcar cristal (-5,90%), café em pó (-4,81%), farinha de trigo (-4,10%), leite integral (-2,96%), banana (-1,51%), manteiga (-0,90%), arroz agulhinha (-0,50%) e pão francês (-0,50%).
Em março de 2026, o trabalhador de Campo Grande remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 109 horas e 23 minutos para adquirir a cesta básica. Em fevereiro de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 105 horas e 54 minutos. Em março de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 114 horas e 17 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em março de 2026, 53,75% da renda para adquirir a cesta. Em fevereiro de 2026, esse percentual correspondeu a 52,04% da renda líquida e, em março de 2025, a 56,16%




















