As apresentações serão realizadas sempre às 19h, com ingressos gratuitos disponíveis para retirada pela plataforma Sympla a partir das 14h do dia 30 de outubro.
A abertura, no dia 3 de novembro, será com o grupo baiano Cabokaji, que apresenta o espetáculo “Salvaguarda”. A montagem combina música, performance e elementos eletrônicos em uma experiência inspirada nas forças da floresta, nos encantamentos e nas referências culturais indígenas e afro-brasileiras. Com uma proposta sensorial e dançante, o grupo aproxima tradição e experimentação musical.
No dia 4, o cantor e compositor Gean Ramos Pankararu, de Pernambuco, sobe ao palco com “Confluências”. Natural da Aldeia Pankararu, no município de Jatobá, o artista apresenta um repertório que conecta a ancestralidade indígena à resistência negra, recuperando histórias e experiências de povos que contribuíram para a formação cultural brasileira. Com mais de duas décadas de carreira e seis álbuns lançados, Gean é reconhecido por sua atuação na música indígena contemporânea e acumula indicações a premiações internacionais, como o Grammy Latino.
A programação continua no dia 5 com o grupo Nderé Oblé, do Rio Grande do Sul, e o espetáculo “Ancestral-Futuro”. A apresentação mistura vozes, percussões, instrumentos de corda e recursos eletrônicos, criando conexões entre passado, presente e futuro. O repertório reúne composições autorais, poesia e referências à oralidade, em uma proposta que aproxima sons da natureza, tecnologia e memória.
O encerramento, no dia 6, será com as Suraras do Tapajós, grupo feminino indígena de Alter do Chão, em Santarém, no Pará. No espetáculo “Vozes da Floresta”, as artistas apresentam canções que valorizam a cultura amazônica, a ancestralidade e a defesa dos territórios indígenas. O repertório reúne músicas autorais e clássicos paraenses, com parte das composições interpretada em Nheengatu, língua falada por povos do Baixo Tapajós.
Um dos maiores projetos de circulação musical do país, o Sonora Brasil valoriza a diversidade das expressões regionais e promove o diálogo entre tradição e contemporaneidade. Nesta edição, o foco está nas contribuições afro-brasileiras e indígenas para a música nacional, apresentadas como manifestações culturais vivas, em constante transformação.




















