Eleitores brasileiros vão às urnas em outubro para eleger o próximo presidente da República, que iniciará um novo mandato presidencial após mais de quatro décadas de redemocratização. Também serão eleitos os 513 deputados federais, os ocupantes das 27 vagas em disputa no Senado, além de governadores, deputados estaduais e deputados distritais.
Na corrida pelo Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideram as intenções de voto, seguidos por outros dez candidatos. Ao todo, 12 candidaturas à Presidência da República estão atualmente registradas na disputa, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Acompanhe aqui as principais notícias da campanha e do processo eleitoral.
O peso do voto dos brasileiros no exterior
O crescimento recorde dos brasileiros aptos a votar no exterior pode fazer a diferença na eleição presidencial de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 imigrantes se registraram para participar do pleito — aumento de 31,8% em relação a 2022, seguindo a tendência de alta dos últimos anos.
Os votantes da zona eleitoral ZZ, que abrange a comunidade que vive fora do Brasil, são agora mais numerosos do que três estados da região Norte: Acre (614,3 mil), Amapá (577,5 mil) e Roraima (401,5 mil). A alta nos registros eleitorais acompanhou o crescimento da população no exterior, que se consolidou desde 2016, passando de 3 milhões para 4,9 milhões em 2023 — aumento de 63%, de acordo com o Itamaraty.
O que Lula e Flávio prometem para a política externa
Em uma eleição presidencial que ocorre à sombra de tensões internacionais, os programas de governo dos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro(PL), apresentam propostas e visões diametralmente opostas em temas de política externa.
As diferenças de visão de mundo são explícitas quando se trata de temas como relações com os Estados Unidos, a participação do Brasil no Mercosul e no Brics, e até relações com Israel. Leia mais
Pesquisa Quaest aponta Flávio com 42% e Lula com 41% no 2º turno
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21/09) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto, contra 41% de Lula (PT) em um eventual segundo turno do pleito presidencial. Os dois estão em situação de empate técnico. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo.
Votos em branco, nulo ou quem não vai votar somam 14%. Indecisos, 3%.
No levantamento anterior, divulgado em 14 de setembro, Flávio Bolsonaro tinha 42%, contra 40% de Lula, também mostrando empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos.
Primeiro turno
Já no primeiro turno, Lula aparece com 37% das intenções de voto, oscilando um ponto para cima em relação ao índice registrado na semana passada. Já Flávio aparece com 33%, contra 31% na pesquisa anterior, também oscilando positivamente dentro da margem de erro de dois pontos.
Para o restante dos candidatos, o cenário permaneceu praticamente inalterado. Augusto Cury (Avante) apareceu com 6%, contra 7% da semana passada. Ronaldo Caiado (PSD) permaneceu com 4%; Renan Santos (Missão) apareceu com 3%, contra 4% na semana passada; e Romeu Zema (Novo) pontuou o mesmo 1%.
Votos em branco, nulo ou quem não vai votar somam 7%. Indecisos, 8%.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu neste sábado (19/09) em decisão liminar a campanha de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. O repasse de recursos públicos para a campanha do candidato também foi proibido.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, que proferiu a decisão provisória, pediu à presidência do TSE para agendar o julgamento do caso em plenário nos próximos dias.
Eleito deputado federal, Deltan teve seu mandato cassado pelo TSE em 2023. Na época, a Corte entendeu que ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) para evitar a perda do cargo e ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Ele respondia a 15 procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Pela legislação, são inelegíveis, pelo prazo de 8 anos, membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração durante a tramitação de processo disciplinar.
Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná reconheceu que Deltan está elegível e deferiu o registro de candidatura. Em seguida, parlamentares recorreram ao TSE contra a decisão. Deltan afirmou que vai recorrer da decisão no TSE.
Cunha, Garotinho, Arruda: os barrados do pleito de 2026
Mais de 1.500 candidaturas foram barradas pela Justiça Eleitoral até a noite de sexta-feira (18/09), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mais de 90% foram indeferidas por questões burocráticas (falta de documentação, problemas de filiação e domicílio, pendências eleitorais etc.).
E há 108 candidaturas que foram barradas por inelegibilidade infraconstitucional, na qual se enquadra a lei da Ficha Limpa, que impede que condenados em decisões colegiadas pela Justiça possam se candidatar por um prazo de oito a doze anos.
E entre essa centena de candidatos barrados estão alguns antigos protagonistas de escândalos nas últimas duas décadas. Outrora influentes, eles pretendiam voltar a disputar mandatos em 2026. Entre eles estão o ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e os ex-governadores José Roberto Arruda e Anthony Garotinho.
Gilmar decide que reajuste do Bolsa Família feito por Lula não viola lei eleitoral
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18/09) reconhecer a validade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.
Mendes atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) em uma ação na qual ele é o relator.
Para o ministro, o reajuste não afronta as regras eleitorais e representa medida legal para atualizar o piso familiar do programa.
“A medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, afirmou Mendes.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto.
O pedido da AGU ocorreu em meio a críticas ao governo porque a medida foi anunciada poucos dias antes das eleições.
O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.
O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.
Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.
Ação de Renan Santos
Nesta quinta-feira, o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste.
Ele pediu uma liminar para sustar os efeitos do decreto que prevê o reajuste, visando “resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos”. A ação ainda não foi analisada.
O ministro sorteado para relatar o processo foi André Mendonça, que antes havia rejeitado uma representação similar do deputado Zé Trovão, do PL.
Renan Santos entra com ação no TSE contra reajuste no Bolsa Família
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) entrou nesta quinta-feira (17/09) com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste de 15% concedido pelo presidente Lula (PT) ao Bolsa Família, a 17 dias da eleição.
Ele pediu uma liminar para sustar os efeitos do decreto que prevê o reajuste, visando “resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos”.
Renan Santos diz que o objetivo é evitar o desvio de finalidade e a repercussão da medida governamental eleitoreira adotada no desequilíbrio do pleito.
O ministro sorteado para relatar a ação foi André Mendonça, que mais cedo rejeitou uma representação do deputado Zé Trovão, do PL.
Mendonça rejeitou ação
Mendonça rejeitou a ação de Zé Trovão argumentando não ser legítimo que um candidato a deputado federal apresente uma ação contra um candidato à Presidência da República, pois os dois cargos são disputados em circunscrições eleitorais diferentes (concorrem em territórios distintos, um nacional e outro estadual).
O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%. O aumento corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Com isso, o valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.
A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.
md (Agência Brasil, ots)
Datafolha aponta Lula e Flávio empatados no 1º e 2º turnos
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados na disputa presidencial tanto no primeiro quanto no segundo turno, com leve vantagem numérica para o petista, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17/09)), que mostra um cenário de estabilidade na corrida.
No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, mesmo índice registrado na semana passada. Já e Flávio aparece com 36%, contra 35% registrado em pesquisa divulgada em 11/09, oscilando positivamente dentro da margem de erro de dois pontos.
Para o restante dos candidatos, o cenário permaneceu inalterado. Augusto Cury (Avante) apareceu com 6%, mesmo índice da semana passada. Ronaldo Caiado (PSD) permaneceu com 4%; Renan Santos (Missão) com 3%; e Romeu Zema (Novo) pontuou os mesmos 2%.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno, Lula e Flávio aparecem também tecnicamente empatados, com leve vantagem numérica para o presidente. Lula aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. O cenário, portanto, também é de empate técnico, dentro da margem de erro.
As porcentagens permaneceram as mesmas da pesquisa divulgada na semana passada. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, que encomendou a pesquisa junto com O Globo, a nova pesquisa foi realizada integralmente sob o impacto da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), que tem dominado o noticiário e ofuscado e campanha eleitoral.
No entanto, os números mostram que a crise não tem provocado mudanças significativas na intenção de voto.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%
Pesquisa indica empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de intenção de voto divulgada nesta quinta-feira (17/09) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico em um eventual segundo turno das eleições de outubro.
Na pesquisa, Flávio Bolsonaro tem 47,2% das intenções de voto, ante 46,8% de Lula. Como a diferença é de 0,4 ponto percentual, os dois aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 1 ponto percentual.O resultado é praticamente o mesmo do levantamento anterior divulgado em 10 de setembro, quando Bolsonaro registrou 46,4%, contra 46,2% de Lula.
No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 44,1% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 41,7%. Renan Santos aparece com 5,1%, e Augusto Cury, com 3,5%. Na pesquisa anterior, Lula tinha 43%, enquanto Bolsonaro registrava 37,4%.
A AtlasIntel entrevistou 5.018 eleitores por recrutamento digital aleatório entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
gq/cn (Reuters, OTS)
Eleições 2026: confira as principais datas da campanha
A campanha eleitoral está nas ruas e no ambiente digital há um mês. Candidatos podem realizar carreatas, passeatas e comícios, além de veicular anúncios pagos em jornais, revistas e na internet.
A propaganda gratuita no rádio e na TV vai de 28 de agosto a 1º de outubro. A partir de 19 de setembro, candidatos não poderão ser presos, salvo em flagrante.
O primeiro turno será em 4 de outubro, com votação das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Se nenhum candidato à Presidência ou aos governos estaduais obtiver mais de 50% dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro.
As datas e demais informações podem ser conferidas aqui.
As eleições presidenciais desde 1989
Brasileiros já foram às urnas nove vezes para escolher diretamente um presidente desde o fim da ditadura. Relembre os principais pleitos.
DW Brasil
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