A programação reunirá especialistas, empresários, investidores, autoridades, acadêmicos e representantes da indústria e do agronegócio. Enquanto o primeiro evento concentrará os debates em biogás, biometano e biocombustíveis, o segundo abordará o mercado de geração distribuída, com destaque para energia solar, regulamentação, financiamento e desempenho das usinas.
A realização dos encontros em sequência busca aproximar diferentes segmentos envolvidos na transição energética e ampliar as oportunidades de negócios no setor. Mato Grosso do Sul foi escolhido por reunir uma produção agropecuária diversificada, disponibilidade de biomassa e expansão dos investimentos em fontes renováveis.
Diretor do Grupo FRG Mídias & Eventos, Tiago Fraga afirma que os eventos foram planejados para conectar o potencial produtivo do Estado às empresas, tecnologias e fontes de financiamento necessárias para transformar projetos de energia limpa em novos empreendimentos.
“Mato Grosso do Sul reúne condições para avançar em diferentes frentes da transição energética, desde o aproveitamento de resíduos do agronegócio para a produção de biogás e biometano até a expansão da geração solar. Ao realizar os dois eventos em sequência, queremos integrar essas cadeias, aproximar quem desenvolve tecnologia de quem investe e produz e criar um ambiente capaz de transformar conhecimento em projetos e negócios”, destaca.
O Bio Energy Summit 2026 discutirá o aproveitamento de resíduos agroindustriais, a produção de combustíveis renováveis em escala, a modernização do mercado energético e as possibilidades de investimento abertas pelo processo de descarbonização da economia.
Entre os principais assuntos estão a produção de biogás e biometano a partir de resíduos da suinocultura, avicultura e do setor sucroenergético, além do avanço dos biocombustíveis derivados da cana-de-açúcar e do milho. A proposta é mostrar como materiais antes tratados como passivos ambientais podem ser utilizados para gerar energia, reduzir emissões e criar novas fontes de receita.
Segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), o Brasil possui potencial teórico para produzir 120 milhões de metros cúbicos de biogás por dia e já conta com mais de 1,6 mil plantas em operação. A expectativa do setor é de expansão do biometano, combustível obtido a partir da purificação do biogás e que pode substituir fontes fósseis em veículos pesados, máquinas e processos industriais.
O Bio Energy Summit conta com o apoio da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS). Além dos painéis técnicos, haverá espaços destinados ao relacionamento entre empresas, investidores e produtores.
32º Fórum GD Centro-Oeste
Nos dias 17 e 18 de setembro, o Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste dará continuidade à agenda energética. O encontro será voltado aos desafios e às oportunidades do mercado de energia solar e de outras fontes renováveis, com palestras, painéis e debates entre profissionais que atuam em diferentes etapas da cadeia.
A programação abordará a nova regulamentação da geração distribuída no Brasil, os critérios para financiamento de sistemas solares, a eficiência e a manutenção de usinas fotovoltaicas, a segurança das instalações e o uso de tecnologias de armazenamento de energia.
Também serão discutidos o número de conexões e o potencial instalado em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, além do papel da engenharia e da responsabilidade técnica no crescimento do setor. Outros painéis tratarão da integração entre licenciamento ambiental e transição energética, da adoção de fontes renováveis no agronegócio e das estratégias comerciais para empresas que atuam na geração distribuída e no mercado livre de energia.
O evento terá a participação de representantes de instituições públicas, entidades profissionais, universidades, empresas de tecnologia, instituições financeiras e organizações ligadas ao setor solar. A programação inclui ainda debates sobre sustentabilidade, mobilidade, sistemas híbridos de geração, armazenamento por baterias e profissionalização do mercado.
Para Tiago Fraga, a sequência dos encontros permite analisar a transição energética de maneira mais ampla, reunindo desde a produção de combustíveis renováveis até a geração de energia no local de consumo.
“Não basta discutir apenas a tecnologia. O mercado precisa compreender as regras, encontrar financiamento, qualificar profissionais e construir parcerias para que os projetos avancem. A proposta é oferecer conteúdo técnico e, ao mesmo tempo, criar conexões que ajudem empresas e investidores a tomar decisões mais seguras em um setor que passa por mudanças rápidas”, completa.




















