Nathalia dos Anjos Molina, mulher trans de 33 anos, e seu marido Ademar Spacino Júnior, de 38 anos, morreram baleados, na madrugada desta sexta-feira (5), na Vila Taquarussu, em Campo Grande. O suspeito de matar o caso foi preso e disse que matou porque eles agrediram sua esposa.
Já a mãe de Nathalia discorda da versão, diz que a motivação seria por se tratar de um casal homoafetivo. Familiares e amigos das vítimas disseram ainda que o suspeito era tido como problemático e que causava confusão com todos na vila.
Nathalia era conhecida como por ajudar a mãe no trabalho com um bar e venda de salgados e que não merecia “morrer dessa forma”.
Segundo o registro polical, a esposa do autor afirmou que o casal de vítimas passou a noite consumindo bebida alcoólica e drogas e que já existia um histórico de ameaças, inclusive com um boletim registrado em março deste ano. Ela relatou que, ao sair para trabalhar por volta das 5h30, teria sido abordada de forma agressiva pelas vítimas.
Ainda de acordo com a mulher, Nathalia delas tentou golpeá-la com um pedaço de madeira, enquanto Ademar teria ameaçado buscar uma faca para matá-la.
O suspeito, identificado como Deivison, contou aos policiais que saiu para defender a esposa e que Nathalia teria tentado agredi-la com o pedaço de madeira. Ele afirmou que efetuou disparos contra a vítima e, em seguida, atirou contra Ademar após vê-lo com uma faca nas mãos. Depois do crime, fugiu do local e foi localizado na casa da sogra.
No entanto, elementos colhidos pela perícia poderão ser decisivos para esclarecer a dinâmica dos fatos. Segundo o registro policial, Nathalia apresentava três perfurações de entrada nas costas, enquanto Ademar foi atingido por dois disparos na região do tórax. Um revólver e munições foram apreendidos na residência do suspeito.
O caso foi registrado como homicídio simples, ameaça e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do duplo homicídio e deverá apurar se houve motivação transfóbica, como sustentam familiares das vítimas, ou se o crime ocorreu após a sequência de ameaças e conflitos narrada pelos investigados.




















