Foi presa na madrugada deste domingo (6), a administradora da funenária Pax Conesul, Lúcia Morel Alves, em Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande. A prisão veio logo após a mais um ataque contra o estabelecimento comercial da família dela no bairro Mariscal Estigarribia.
A imprensa local informou que a mulher foi alvo de mandado de prisão de homicídio contra o próprio pai, o empresário Marcelino Morel Cabrera, de 61 anos, baleado na manhã de sábado (5), quando chegava em casa de uma viagem. O novo atentado aconteceu por volta de 1h20 e foi direcionado à funerária da família.
A Polícia Nacional do Paraguai foi acionada após um homem de moto efetuar diversos disparos contra a fachada da empresa. Peritos da Criminalística recolheram sete cápsulas de munição calibre 9 milímetros no local. Durante os levantamentos da ocorrência, os policiais localizaram e prenderam Lucía que foi encaminhada ao Departamento de Investigações.
O autor dos disparos conseguiu fugir.
O pai da mulher passou por cirurgia e o quadro de saúde é considerado estável. Logo após ser baleado, ainda enquanto recebia ajuda de um sobrinho, Marcelino apontou a filha como mandante. Segundo o relato feito a familiares e repassado à polícia, o empresário afirmou que pediu para Lucía devolver um veículo e, em resposta, ela teria enviado um assassino.
Conforme o círculo familiar, a motivação envolve uma longa disputa pela transferência de bens e pelo controle administrativo dos negócios, que também incluem um lava-jato gerenciado pela suspeita.
O caso segue sob investigação do Ministério Público do Paraguai, que agora busca identificar o executor dos tiros desta madrugada e confirmar o grau de envolvimento de Lucía no atentado contra o pai.




















