Por: Núbia Lohan
A procedência de medicamentos utilizados em tratamentos para emagrecimento voltou a chamar a atenção das autoridades em Mato Grosso do Sul. Nesta quinta-feira (8), uma clínica localizada na região central de Campo Grande foi fiscalizada após uma denúncia envolvendo produtos que teriam sido adquiridos no Paraguai.
A ação contou com a participação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e da Vigilância Sanitária. Durante a fiscalização, foram apreendidos lotes de tirzepatidas apontadas como falsificadas.
De acordo com informações divulgadas originalmente pelo portal Midiamax, as equipes também verificaram que o estabelecimento não dispunha de equipe médica para realizar a aplicação dos medicamentos. Os responsáveis pela clínica não foram encontrados durante a operação.
Procedência dos medicamentos exige atenção
Medicamentos de origem desconhecida ou falsificados representam uma preocupação para a saúde pública. Além de não oferecerem garantias quanto à composição e à qualidade, esses produtos podem expor os consumidores a riscos durante tratamentos médicos.
A tirzepatida é uma substância utilizada em medicamentos indicados para determinadas condições de saúde. A segurança do tratamento depende da procedência do produto, da avaliação profissional e do acompanhamento adequado.
Por isso, especialistas e autoridades sanitárias recomendam que os consumidores evitem adquirir medicamentos de fontes não autorizadas e não utilizem produtos injetáveis sem orientação de profissionais habilitados.
Fiscalização também investiga condições do estabelecimento
Durante a apuração jornalística divulgada pelo Midiamax, uma mulher que se apresentou como proprietária do imóvel relatou dificuldades relacionadas ao recebimento dos aluguéis e ao pagamento de despesas do prédio. Segundo ela, os problemas começaram após a locação do espaço para o funcionamento da clínica.
Até a divulgação da reportagem original, os responsáveis pelo estabelecimento não haviam sido localizados para apresentar sua versão dos fatos.
Histórico de apreensões preocupa consumidores
O caso ocorre meses depois de outra fiscalização em uma clínica de emagrecimento e estética de Campo Grande. Em maio, mais de mil medicamentos vencidos ou considerados impróprios para consumo foram apreendidos, segundo informações divulgadas à época.
Naquele episódio, o Procon-MS também apontou irregularidades na publicidade relacionada à marca Mounjaro. Os produtos encontrados eram identificados como tirzepatida, princípio ativo associado à marca comercial.
Os episódios reforçam a importância da fiscalização de estabelecimentos que oferecem tratamentos estéticos e de emagrecimento, especialmente quando envolvem medicamentos injetáveis.
Antes de iniciar um tratamento para emagrecimento, o consumidor deve verificar a procedência dos medicamentos, buscar atendimento de profissional habilitado e desconfiar de ofertas sem garantias de autenticidade.
O CapiravaNews continuará acompanhando assuntos de interesse público relacionados à saúde e à defesa do consumidor.




















