O vídeo havia sido publicado em 20 de abril e reunia questionamentos de Cassy sobre votações e posicionamentos adotados por Soraya ao longo do mandato. Entre os temas mencionados estavam a CPI do Crime Organizado, a CPI das Bets, a CPMI do INSS, o chamado PL da misoginia e a postura da senadora diante de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Na representação, Soraya sustentou que a publicação ultrapassava os limites da crítica política, configurava propaganda eleitoral antecipada negativa e atingia sua honra e imagem.
Cassy publicou um vídeo em suas redes sociais neste sábado (26) e explicou a situação para os seguidores e apoiadores. “Soraya Thronicke entrou com uma representação no TRE pedindo para apagar um vídeo meu das redes sociais, alegando pedido explícito de não voto, campanha antecipada, ataque à imagem e à honra. Mas aí eu te pergunto: em que momento eu menti?”, afirmou. A candidata retomou parte dos questionamentos feitos anteriormente e voltou a colocar em discussão decisões e posicionamentos políticos da senadora.
A decisão da Justiça Eleitoral fez uma separação entre as críticas feitas ao mandato e a forma como o primeiro vídeo terminou. O TRE-MS reconheceu que referências a votos, posicionamentos e à atuação parlamentar de Soraya, ainda que severas, fazem parte, em princípio, do espaço legítimo do debate político. O ponto considerado irregular foi a combinação de expressões usadas na parte final da publicação, entre elas “Fora Soraya”, pedidos de compartilhamento, incentivo ao convencimento de outras pessoas e referências ao voto e à abertura das urnas. Para a Justiça, esse conjunto apresentou sentido equivalente a um pedido de não voto antes do período permitido pela legislação eleitoral.
Com esse entendimento, a publicação específica foi retirada das redes e Cassy recebeu multa de R$ 5 mil. A representação, no entanto, foi acolhida apenas parcialmente. A Justiça não impôs uma proibição geral para futuras publicações, não aplicou multa preventiva por eventual republicação e também não acolheu medidas relacionadas a possível impulsionamento pago sem comprovação. O caso segue agora em fase recursal no TRE-MS.
Cassy Monteiro disputa neste ano uma vaga de deputada federal pelo PL. Em 2024, na primeira eleição da qual participou, recebeu 2.012 votos para vereadora de Campo Grande e ficou na suplência. Desde então, passou a cumprir agendas também fora da Capital, com passagens por municípios como Dourados, Ponta Porã, Rio Brilhante, Maracaju, Corumbá e Ladário, além de entrevistas e encontros com moradores e lideranças locais.
Formada em psicologia e pós-graduada em Gestão Pública, Cassy também desenvolveu atuação anterior à candidatura em projetos sociais e iniciativas voltadas à formação de jovens. Em 2025, criou o Instituto Desperte e Governe, que levou atividades a diferentes municípios de Mato Grosso do Sul e passou a integrar sua trajetória pública.




















