Dois integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram mortos durante confronto com a Força Tática e da Radiopatrulha da Polícia Militar depois de iniciaram uma sessão de “Tribunal do Crime” interrompida pelos policiais, na madrugada desta quarta-feira (19). O caso foi em Paranaíba, a 408 km de Campo Grande.
A denúncia era de que uma pessoa estava em cárcere privado, sob tortura física e psicológica, além de ser ameaçada de morte em um imóvel na região central da cidade. Quando os militares chegaram, ordenaram a saída dos ocupantes da casa e um rapaz correu até a equipe pedindo socorro.
Os policiais entraram na casa e encontraram uma mulher grávida de oito meses e um adolescente de 13 anos que acompanhavam a sessão de tortura. Eles foram encaminhados para o Conselho Tutelar e para avaliação médica.
Em depoimento, a vítima relatou que foi atraída até a residência por volta das 19h de terça-feira por um homem identificado como Robert. No local, teve o celular confiscado e passou a ser interrogada sob a alegação de que pertenceria à facção rival CV (Comando Vermelho).
A vítima sofreu agressões com socos na cabeça, tórax e costas, além de constantes ameaças de morte direcionadas a ele e à sua família por aproximadamente 3 horas. Os criminosos mantinham contato ao vivo via videochamada com outros seis integrantes do PCC no estado de São Paulo para decidir o que aconteceria com a vítima. O rapaz apresentava lesões visíveis na cabeça e na região dorsal.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, enquanto os militares estavam na região, três suspeitos fugiram pulando o muro da casa. Foi realizado cerco nos imóveis vizinhos e um dos homens identificado como Uilian Diones, conhecido como “Cicatriz”, apontou uma pistola 9 milímetros para os policiais.
A equipe efetuou disparos para conter o suspeito que acabou atingido. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas ele não resistiu e morreu no local.
Durante as diligências, outro envolvido no crime foi encontrado escondido atrás de uma cômoda em um imóvel na Rua Ivo Fabres de Queiroz. Quando viu a aproximação dos policiais, ele também apontou uma arma para a equipe e foi baleado. Identificado apenas como Robert, ele foi socorrido, mas morreu no hospital.
Na casa onde ocorria o “Tribunal do Crime, foram recolhidos porções de crack, três tabletes de maconha, duas balanças de precisão e materiais para fracionamento e embalagem de entorpecentes.
Também foi recolhido um celular que ainda estava com a tela acesa e transmitindo uma videochamada coletiva durante a ação, além de outros três smartphones e as armas de fogo utilizadas pelos alvos. A polícia busca agora por um terceiro envolvido, identificado como Richard, que participou das agressões e conseguiu fugir antes da chegada das guarnições. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.




















